Agora, eu era a gôndola e escondia os amantes. A capa do meu gondoleiro guardava o seu abraço.
Agora eu era a ponte e suspirava segredos pelos canais. O silêncio branco dos meus arcos amparava os seus corpos que se derramavam em sombras nas águas nocturnas.
Agora, eu era a lua e acendia-me redonda, cheia.
Agora, eu era
Não, não era nada.
A noite engoliu os amantes