Oh! Quem me dera ser ouvidos
para não quebrar o silêncio das máscaras!
Quem me dera ser a imagem duma lua matinal,
que passa linda, serena, fresca e orvalhada
como a brisa branqueando num quintal!
Quem me dera ser o desejo de um se por realizar
ser um azul, uma gaivota, um sopro de mar!
Quem me dera ser o desejo não sentido do que nunca serei!
Ser e não ser a certeza de tudo o que não sei!
Quem me dera poder o que não posso desejar!
Ser um céu de azul espelhado no mar!
Quem me dera ser apenas o que sou,
mas como posso sê-lo se o agora já passou!?